Depressão
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| Depressão |
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| Classificação e recursos externos | |
| Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio, pintou esse quadro em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão. | |
| CID-10 | F32., F33. |
| CID-9 | 296 |
| OMIM | 608516 |
| DiseasesDB | 3589 |
| MedlinePlus | 003213 |
| MeSH | D003865 |
O transtorno depressivo maior diferencia-se do humor "triste", que afeta a maioria das pessoas regulamente, por se tratar de uma condição duradoura (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 semanas), de maior intensidade ou mesmo por uma tristeza de qualidade diferente da tristeza habitual, acompanhada de vários sintomas específicos e que trazem prejuízo à vida da pessoa. A distimia é um outro tipo de transtorno depressivo caracterizado por sintomas de menor intensidade, mas com caráter bsatante crônico (a maior parte do dia, quase todos os dias, pelo menos 2 anos). Ou seja, depressão não é tristeza. É uma doença que precisa de tratamento. [3]
[editar] Prevalência
Estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. A depressão é mais comum em pessoas com idade entre 24 e 44 anos. Dependendo do motivo pode ser dada a crianças e adolescentes como separação dos pais, problemas na escola, sexualidade, rejeição e principalmente Bullying. A prevalência-ano para a depressão maior, é de 0,4 a 3,0% em crianças e de 3,3 a 12,4% em adolescentes.[4]Estima-se que o risco de desenvolver depressão, ao longo da vida, seja de 10% para os homens e de 20% para as mulheres. [5][6] É mais frequente em países frios
[editar] Causas
As causas da depressão são inúmeras e controversas. Acredita-se que a genética, alimentação, stress, estilo de vida, separação dos pais, rejeição, drogas, problemas na escola e outros fatores estão relacionados com o surgimento ou agravamento da doença.Sabe-se hoje que a depressão é associada a um desequilíbrio em certas substâncias químicas no cérebro e os principais medicamentos antidepressivos têm por função principal agir no restabelecimento dos níveis normais destas substâncias, principalmente a serotonina.
[editar] Fatores psico-sociais
As pessoas que já experimentaram períodos de depressão relatam um acontecimento estressante como o fator precipitante da doença. A perda recente de uma pessoa amada é o fato mais citado, mas todas as grandes perdas (e mesmo as pequenas) causam um certo pesar. Também a falta de amigos, que pode ocorrer devido a vários factores, desde a rejeição, até à falta de interesses em comum, leva à solidão indesejada e é um factor de risco que frequentemente leva à depressão, principalmente durante a adolescência. Acontecimentos traumáticos, como a perda súbita de um ente querido, ou mesmo eventuais mudanças de cidade, podem causar uma depressão profunda, sendo necessário um longo período de recuperação. A maioria das pessoas supera este estado sem se tornar cronicamente deprimida. Alguns fatores genéticos ou biológicos podem explicar a maior vulnerabilidade de certas pessoas. A existência ou a ausência de uma forte rede social ou familiar também influenciam – positiva ou negativamente – na recuperação.Trocar de uma cidade muito boa, para uma pior e que não oferece nada em troca, é um grande fator de risco, por exemplo, uma pessoa que tem vários amigos ir para outra que não tenha ninguém.
Dentre os fatores psico-sociais causadores de depressão, problemas relacionados à convivência e relacionamento no ambiente de trabalho também têm fundamental importância para o desenvolvimento da doença em questão.
Para o behaviorismo um dos fatores correlacionados com a depressão é o desamparo aprendido, que é a diminuição de comportamentos saudáveis resultante de várias punições que aconteciam não importando o que o indivíduo fizesse (punições não-contingentes).[7]
[editar] Fatores biológicos
Na Mania por outro lado, quando existe excesso desses neurotransmissores, os sintomas são de euforia, sensação de energia ilimitada, necessidade de poucas horas de sono, pensamentos acelerados, impulsividade, irritabilidade e dificuldade de se controlar.
Evidências neurobiológicas mostram uma forte relação entre depressão com transtornos de ansiedade. Aproximadamente 85% dos pacientes com depressão tem sintomas de ansiedade significativos e 90% dos pacientes com transtornos de ansiedade experienciam depressão em algum momento. [8]
[editar] Factores Fisicos (Traumatismos)
Isto cria situações somato emocionais que muitas das vezes perpetuam as dores ou alteram a pessoa por completo em termos emocionais. São bem conhecidos os resultados de diversas terapias dirigidas ao físico que fazem libertação somato emocional e alteram por completo o estado emocional da pessoa.
- Em algumas situações problemas físicos podem criar um desgaste e uma tensão demasiado grande sobre o corpo e sobre o sistema nervoso que desencadeiam ou agravam o estado depressivo. Nestas situações devem-se corrigir os diversos problemas físicos. Infelizmente muitas das vezes não existem quaisquer sintomas da sua existência pelo que estes costumam passar completamente despercebidos.
[editar] Outros fatores relacionados ao desenvolvimento de depressão
Medicamentos como betabloqueadores, benzodiazepínicos, corticosteróides, anti-histamínicos, analgésicos e antiparkinsonianos podem causar depressão, bem como a retirada de qualquer medicação utilizada a longo prazo.[editar] Drogas
Alguns tipos de drogas podem levar a depressão crônica ou a não crônica. A benzoilmetilecgonina (Cocaína) e o Erythroxylon Coca (Extrato de Coca ou Pasta Base de Coca), são as principais que são possíveis a levar a depressão crônica, capazes de alterar completamente o sistema nervoso em menos de 15 segundos após o uso. Já a depressão não crônica, vem geralmente de genética ou causada por distúrbios perante a vida ou drogas não quimícas, como a Cannabis sativa (Maconha), que em uso excessivo pode levar a depressão, auto-agressão, pensamentos de suicídio e morte, entre outros fatores prejudiciais a saúde do individuo que a utilizou.[editar] História
Hipócrates criou a teoria dos 4 humores corporais (sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra) em que o equilíbrio ou desequilíbrio era responsável pela saúde (eucrasia) ou enfermidade e dor (discrasia) de um indivíduo. Hipócrates acreditava que a influência de Saturno levava o baço humano a secretar mais bílis negra, alterando o humor do indivíduo e escurecendo-o, levando ao estado de melancolia. A palavra melancolia vem de melancolis (melanos=negro e colis=bíle).Galeno redescreveu a melancolia. Aureliano falou da agressividade associada à depressão e associou o suicídio à depressão.
[editar] Sintomas
Cerca de 16% da população mundial já teve depressão nervosa pelo menos uma vez na vida. Em alguns países como a Austrália, uma em cada quatro mulheres e cerca de um em cada oito homens já sofreram de depressão . O início dos estudos sobre a depressão começou na década de 1920. Foi reportado que as mulheres têm duas vezes mais chances de sofrer de depressão do que os homens, mas em contrapartida essa diferença tem diminuído durante os últimos anos. Esta diferença desaparece completamente entre os 50 e 55 anos. A depressão nervosa é causa comum de aposentadoria por invalidez na América do Norte e em outros países da Europa.Segundo a OMS, em 2020, a depressão nervosa passará a ser a segunda causa de mortes mundiais por doença, após doenças coronárias.
Os sintomas, geralmente associados ao quadro depressivo:
Essenciais para o diagnóstico:
- Humor persistentemente rebaixado, apresentando-se como tristeza, angústia ou sensação de vazio; ou
- Diminuição do interesse e prazer em atividades que antes eram prazerosas
- Problemas de auto-confiança e baixa auto-estima
- Ansiedade
- Afastamento de amigos ou pessoas
- Cansaço e perda de energia
- Falta de vontade de realizar uma determinada tarefa que progressivamente se alastra ou pode alastrar a muitas outras actividades.
- Crises de choro
- Maus resultados escolares
- Dificuldade de concentração e relembrar as coisas
- Dificuldade de de tomar decisões
- Inquietação e irritabilidade
- Vontade de ficar só. Afasta-se de tudo e todos.
- Não querer ouvir barulhos ou ouvir música alta (é uma forma de se alhear e afastar do que se passa à sua volta).
- Falta de objectivos na vida
- Não conseguir encontrar algo que anime ou que desperte interesse.
- Sentimentos de culpa, desespero, desamparo, solidão, ansiedade , vazio, impotência ou inutilidade
- Alterações no sono (Insónias ou excesso de sonolência)
- Alterações na alimentação (perda de apetite com diminuição do peso ou compulsão alimentar)
- Medo de executar determinadas tarefas
- Preocupação sobre o sentido da vida e a morte
- Pensamentos de suicídio e morte
- Auto-agressão
- Mudanças na percepção do tempo
- Medo ou sensação de ser ou estar sendo abandonado
- Desleixo com o vestir ou com a sua apresentação
- Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, de cabeça, abdominal
Pessoas deprimidas têm frequentemente pensamentos mórbidos e a taxa de suicídio entre depressivos é 30 vezes maior do que a média da população em geral. A depressão é considerada em várias partes do mundo como uma das doenças com mais alta taxa de mortalidade.
[editar] Tipos de depressão
A depressão é muitas vezes classificada como distimia quando os sintomas permanecem por períodos muito longos de tempo (pelo menos seis meses) de forma "leve", enquanto que nas ocorrências graves da depressão os sintomas atingem proporções incontroláveis, impossibilitando as atividades normais do indivíduo e obrigando a internação devido ao alto risco de suicídio.Do ponto de vista didático, a depressão clínica pode ser dividida em 6 tipos principais.
[editar] Depressão maior
Os pacientes com este tipo de depressão apresentam pelo menos 5 dos sintomas listados a seguir, por um período não inferior a duas semanas:- Desânimo na maioria dos dias e na maior parte do dia (em adolescentes e crianças há um predomínio da irritabilidade)
- Falta de prazer nas atividades diárias
- Perda do apetite e/ou diminuição do peso
- Distúrbios do sono — desde insónia até sono excessivo — durante quase todo o dia
- Sensação de agitação ou languidez intensa
- Fadiga constante
- Sentimento de culpa constante
- Dificuldade de concentração
- Idéias recorrentes de suicídio ou morte
- Começa a se preocupar com os pequenos problemas da vida
- Tem dificuldade para tomar banho, ler um livro e até coisas simples como assistir televisão
Os sintomas da depressão em adolescentes podem ser diferentes das dos adultos, incluindo tristeza persistente, incapacidade de se divertir com suas atividades favoritas, teimosia constante, irritabilidade acentuada, queixas frequentes de problemas como dores de cabeça e cólicas abdominais, mau desempenho escolar, desânimo, concentração ruim, alterações nos padrões de sono e de alimentação ou queixas freqüentes de não quer ir a aula.
[editar] Distimia
[editar] Depressão atípica
As pessoas com esta variedade geralmente comem demais, dormem muito, sentem-se muito enfadadas e apresentam um sentimento forte de rejeição.[editar] Depressão pós-parto
Este tipo de depressão pode deve-se não só as mudanças hormônais como também à grande ansiedade, desgaste e frustrações comuns na gravidez, sendo mais pro alterações com o nascimento de um bebê. Por vezes surgem desconfortos, mal-estar e dores que podem agravar o estado emocional e hormonal da recente mãe. Quanto mais estressante for uma gravidez mais provável que resulte em depressão.
Os partos naturais e as alterações que a bacia sofre para o nascimento do bebê podem criar alterações quer a nível da bacia quer a nível da coluna, que podem agravar o estado emocional da mulher. Estas alterações podem estar na origem de depressões de causas físicas.
[editar] Distúrbio afetivo sazonal (DAS)
Este distúrbio tem como principal fator a falta de sol, sendo bem comum nos países onde a luz solar dura poucas horas. É menos comum em países onde a temperatura gira em torno de 20 a 30 °C.
A D.A.S. (S.A.D. em inglês) atinge cerca de 7% da população da Inglaterra.
Outros sintomas incluem fadiga, tendência a comer muito doce e dormir demais no inverno, mas uma minoria come menos do que o costume e sofre de insônia.
Dentre os tratamentos recomendados, deve-se ficar próximo às janelas durante o período diurno, sair para locais abertos com frequência durante o dia, decorar quartos, mesas, salas com itens coloridos, e fototerapia.
[editar] Tensão pré-menstrual (TPM)
[editar] Pesar
[editar] Tratamento
A eletroconvulsoterapia (ECT) é utilizada para indivíduos com depressão grave e que não tiveram resposta satisfatória ao tratamento medicamentoso. A Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva (EMTr) ou em inglês Repetitive transcranial magnetic stimulation (rTMS) pode ser uma alternativa para os pacientes resistentes aos medicamentos.
Sabe-se também que praticar exercícios regularmente e participar de atividades desportivas e sociais pode ajudar o paciente a superar os sintomas da depressão, além de outros benefícios para a saúde.
São exemplos de tratamentos para a depressão:
- Medicação
- Psicoterapias
- Eletroconvulsoterapia
- Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva
- Suplementos alimentares
- Atividades físicas
[editar] Medicação
Os antidepressivos mais usados no tratamento da depressão são os Inibidores seletivos da recaptação da serotonina como a Fluoxetina, a Paroxetina e a Sertralina.Outros antidepressivos usados são os Antidepressivos tricíclicos, Inibidores da MAO, Inibidores da recaptação de dopamina, Inibidores da recaptação de noradrenalina-dopamina, Inibidores da recaptação de serotonina-adrenalina e Antidepressivos tetracíclicos.
O principal mecanismo de ação dos antidepressivos é provocando o aumento de neurotransmissores, como as aminas biogênicas (serotonina, dopamina e noradrenalina). Apesar do nome, alguns antidepressivos também são usados com sucesso em tratamento de diversos outros transtornos, como transtornos de ansiedade, fobias, transtorno obsessivo-compulsivo e migrânea.
Quanto mais específicos em sua ação, menos efeitos colaterais eles apresentam.
Referências
- ↑ a b Depressão. Portal Banco de Saúde. 2008 Depressão: Guia 2008
- ↑ DEL PORTO, José Alberto. Conceito e diagnóstico. Rev. Bras. Psiquiatr. [online]. 1999, vol.21, suppl.1 [cited 2011-03-09], pp. 06-11 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-44461999000500003&lng=en&nrm=iso>. ISSN 1516-4446. doi: 10.1590/S1516-44461999000500003.
- ↑ Manual Estatístico e Diagnóstico dos Transtornos Mentais, 4a. Edição [1]
- ↑ Bahls, SC. Epidemiology of depressive symptoms in adolescents of a public school in Curitiba, Brazil. Rev Bras Psiquiatr 2002;24(2):63-7.
- ↑ Depression in women. ACOG technical bulletin number 182-July 1993. Int J Gynaecol Obstet. 1993;43(2):203-11.
- ↑ JUSTO, Luís Pereira and CALIL, Helena Maria. Depressão: o mesmo acometimento para homens e mulheres?. Rev. psiquiatr. clín. [online]. 2006, vol.33, n.2 [cited 2011-03-09], pp. 74-79 . Available from: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832006000200007&lng=en&nrm=iso>. ISSN 0101-6083. doi: 10.1590/S0101-60832006000200007.
- ↑ Seligman, M.E.P. (1992). Helplessness. On development, depression and death. New York, W.H. Freeman and Company (Trabalho original publicado em 1975).
- ↑ Jack M. Gorman M.D. Comorbid depression and anxiety spectrum disorders. Disponível em: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/%28SICI%291520-6394%281996%294:4%3C160::AID-DA2%3E3.0.CO;2-J/abstract (acesso em 06/09/2010)
- ↑ Faisal-Cury A, Tedesco JJ, Kahhale S, Menezes PR, Zugaib M. Postpartum depression: in relation to life events and patterns of coping. Arch Women Ment Health. 2004;7(2):123-31.
- ↑ Focusing on Depression in Expectant and New Fathers Prenatal and Postpartum Depression Not Limited to Mothers By James F. Paulson, PhD | 6 de Fevereiro de 2010
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Clinical-Depression Website com informação importante sobre as causas, os sintomas e o tratamento da depressão.
- Uma psiquiatria
- Depressão e Depressão Pós Parto
- Artigo sobre Depressão
- Depressão Ansiedade
- Combate a Depressão
- Artigo Sobre a depressão
- Série escolar de webisódios sobre a Depressão
Transtorno do pânico
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O transtorno do pânico ou síndrome do pânico é uma condição mental psiquiátrica que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico
esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes. Pode ser controlado
com medicação e psicoterapia. É importante ressaltar que um ataque de
pânico pode não constituir doença (se isolado) ou ser secundário a outro
transtorno mental.Índice[esconder] |
[editar] Sintomas
Este distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, sem fatores desencadeantes aparentes e, frequentemente, incapacitantes. Depois de ter uma crise de pânico a pessoa pode desenvolver medos irracionais (chamados fobias) destas situações e começar a evitá-las.Os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente. Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma "coisa terrível". A reação natural é acionar os mecanismos de fuga. Diante do perigo, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir — em detrimento de outras partes do corpo.
Os sintomas são desencadeados a partir da liberação de adrenalina frente a um estímulo considerado como potencialmente perigoso. A adrenalina provoca alterações fisiológicas que preparam o indivíduo para o enfrentamento desse perigo: aumento da frequência cardíaca e respiratória, a fim de melhor oxigenação muscular; e o aumento da frequência respiratória (hiperventilação) é o principal motivo do surgimento dos sintomas.
Durante a hiperventilação, o organismo excreta uma quantidade acima do normal de gás carbônico. Este, apesar de ser um excreta do organismo, exerce função fundamental no controle do equilíbrio ácido-básico do sangue. Quando ocorre diminuição do gás carbônico ocorre também um aumento no pH sanguíneo (alcalose metabólica) e, consequente a isso, uma maior afinidade da albumina plasmática pelo cálcio circulante, o que irá se traduzir clinicamente por uma hipocalcemia relativa (por redução na fração livre do cálcio). Os sintomas dessa hipocalcemia são sentidos em todo o organismo:
- Sistema Nervoso Central: ocorre vasoconstrição arterial que se traduz em vertigem, escurecimento da visão, sensação de desmaio.
- Sistema Nervoso Periférico: ocorre dificuldade na transmissão dos estímulos pelos nervos sensitivos, ocasionando parestesias (formigamentos) que possuem uma característica própria: são centrípetos, ou seja, da periferia para o centro do corpo. O indivíduo se queixa de formigamento que acomete as pontas dos dedos e se estende para o braço (em luva, nas mãos; em bota, nos pés), adormecimento da região que compreende o nariz e ao redor da boca (característico do quadro).
- Musculatura Esquelética: a hipocalcemia causa aumento da excitabilidade muscular crescente que se traduz inicialmente por tremores de extremidades, seguido de espasmos musculares (contrações de pequenos grupos musculares: tremores nas pálpebras, pescoço, tórax e braços) e chegando até a tetania (contração muscular persistente). Em relação à tetania, é comum a queixa de dificuldade para abertura dos olhos (contratura do músculo orbicular dos olhos), dor torácica alta (contratura da porção superior do esôfago), sensação de aperto na garganta (contração da musculatura da hipofaringe, notadamente do cricofaringeo), de abertura da boca (contratura do masseter e de músculos faciais - sinal de Chvostec), e contratura das mãos (mão de parteiro - sinal de Trousseau). São muito frequentes as cãimbras.
Adicionalmente, a hiperventilação é realizada através de respiração bucal, o que traz duas consequências diretas: o ressecamento da boca (boca seca) e falta de ar (ocasionada pela não estimulação dos nervos sensitivos intranasais).
Tais eventos podem durar de alguns minutos a horas e podem variar em intensidade e sintomas específicos no decorrer da crise (como rapidez dos batimentos cardíacos, experiências psicológicas como medo incontrolável etc.). Quando alguém tem crises repetidas ou sente muito ansioso, com medo de ter outra crise, diz-se que tem transtorno do pânico. Indivíduos com o transtorno do pânico geralmente têm uma série de episódios de extrema ansiedade, conhecidos como ataques de pânico.
Alguns indivíduos enfrentam esses episódios regularmente, diariamente ou semanalmente. Os sintomas externos de um ataque de pânico geralmente causam experiências sociais negativas (como vergonha, estigma social, ostracismo etc.). Como resultado disso, boa parte dos indivíduos que sofrem de transtorno do pânico também desenvolvem agorafobia.
[editar] Ocorrência
O sistema de "alerta" normal do organismo — o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça — tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente. Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o T.P. ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo (ex: andar, pensar, memorizar, etc). Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode levar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico: existe uma informação incorreta alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. É como se tivéssemos um despertador que passa a tocar o alarme em horas totalmente inapropriadas. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que encontram-se em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina.
O transtorno do pânico é um sério problema de saúde, mas pode ser tratado. Geralmente ele é disparado em jovens adultos, cerca de metade dos indivíduos que têm transtorno do pânico o manifestam antes dos 24 anos de idade, mas algumas pesquisas indicam que a manifestação ocorre com mais freqüência dos 25 aos 30 anos. Mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.
O transtorno do pânico pode durar meses ou mesmo anos, dependendo de como e quando o tratamento é realizado. Se não tratado, pode piorar a ponto de afetar seriamente a vida social do indivíduo, que tenta evitar os ataques e acaba os tendo. De fato, muitas pessoas tiveram problemas com amigos e familiares ou perderam o emprego em decorrência do transtorno do pânico.
Alguns indivíduos podem manifestar os sintomas freqüentemente durante meses ou anos e então passar anos sem qualquer sintoma. Em outros, os sintomas persistem indefinidamente. Existem também algumas evidências de que muitos indivíduos, especialmente os que desenvolvem os sintomas ainda jovens, podem parar de manifestar os sintomas naturalmente numa idade mais avançada (depois dos 50 anos). É importante, entretanto, não alterar qualquer tratamento ou medicação em andamento sem um acompanhamento médico especializado.
Para indivíduos que procuram tratamento ativo logo no início, grande parte dos sintomas pode desaparecer em algumas poucas semanas, sem quaisquer efeitos negativos até o final do tratamento.
[editar] Tratamento
O transtorno do pânico é real e potencialmente incapacitante, mas pode ser controlado. Em decorrência dos sintomas perturbadores que acompanham o transtorno do pânico, este pode ser confundido com alguma outra doença. Tal confusão pode agravar o quadro do indivíduo. As pessoas freqüentemente vão às salas de emergência quando estão tendo ataques de pânico e muitos exames podem ser feitos para descartar outras possibilidades, gerando ainda mais ansiedade.O tratamento do transtorno do pânico inclui medicamentos e psicoterapia. O uso de uma nova técnica denominada estimulação magnética transcraniana repetitiva também vem sendo indicado.
Como os sintomas orgânicos principais são secundários à queda dos níveis plasmáticos de cálcio secundários à hiperventilação, uma técnica simples pode ser utilizada para controle rápido do mal estar: a reinalação de gás carbônico; isso se consegue pela respiração em um saco plástico ou de papel, o que ocasiona o aumento desse gás no sangue, a reversão da alcalose e a liberação do cálcio ligado à albumina. A melhora dos sintomas é rápida e ocorre em cerca de dois a três minutos. Não se deve esquecer de realizar a troca periódica do ar dentro do saco (para que não exista queda acentuada do oxigênio!). A tontura ou sensação de "cabeça vazia" pode demorar algumas horas ou até dois dias para normalização.
O aprendizado de que o controle dos sintomas pode ser feito através do controle da respiração ajuda em muito no tratamento a longo prazo da Síndrome do Pânico.
Os profissionais de saúde mental que tipicamente acompanham um indivíduo no tratamento do transtorno do pânico são os psiquiatras, psicólogos, conselheiros de saúde mental, terapeutas ocupacionais e assistentes sociais. Para prescrever um tratamento medicamentoso para o transtorno do pânico, o indivíduo deve procurar um médico (geralmente um psiquiatra).
A psicoterapia é tipicamente assistida por um psiquiatra ou um psicólogo. Em áreas remotas, onde um profissional especializado não está disponível, um médico de família pode se responsabilizar pelo tratamento. O psiquiatra é, por formação, o mais preparado para a prescrição de medicamentos e deve ser o profissional escolhido caso haja disponibilidade.
Medicamentos ou técnicas modernas podem ser utilizadas para quebrar a conexão psicológica entre uma fobia específica e os ataques de pânico.
Tratamentos empregados incluem:
- Antidepressivos: tomados regularmente para constituir uma resistência à ocorrência dos sintomas. Embora tais medicamentos sejam descritos como "antidepressivos", o seu mecanismo de ação, voltado para inibição da recaptação de serotonina, é apontado para o efeito antipânico. Muitos indivíduos com o transtorno do pânico não apresentam os sintomas clássicos da depressão e podem achar que os medicamentos foram prescritos erroneamente, por isso é importante a orientação do médico ao prescrever, assim como a combinação com a psicoterapia. Classes de antidepressivos comumente utilizados:
- Ansiolíticos (benzodiazepínicos): ministrados durante um episódio de ataque de pânico, não trazem nenhum benefício se usados regularmente (a não ser que os ataques de pânico sejam freqüentes). Se não utilizados exatamente como prescritos, podem viciar. Geralmente são mais eficazes no começo do tratamento, quando as propriedades de resistência dos antidepressivos ainda não se consolidaram.
- Estimulação magnética transcraniana repetitiva: é uma técnica indolor que atinge o cérebro de maneira não invasiva, usada desde 1985 em neurologia e desde 1997 no campo da psiquiatria, que pode beneficiar pacientes refratários, ou seja, nos quais diversas combinações de medicamentos não foram eficazes.
[editar] Cura e controle
A exposição múltipla e cautelosa ao elemento fóbico (associado à doença) sem causar ataques de pânico (graças à medicação) pode quebrar o padrão fobia-pânico, possibilitando ao indivíduo posteriormente conviver com a fobia sem necessitar de medicação. Entretanto, fobias menores que se desenvolvem como resultado dos ataques de pânico podem ser eliminadas sem medicação por meio de psicoterapia ou simplesmente pela exposição.Geralmente a combinação da psicoterapia com medicamentos produz bons resultados. Alguns avanços podem ser notados num período de seis a oito semanas. Muitas vezes, a busca pela combinação correta de medicamentos (e mesmo de um médico com o qual o indivíduo se sinta confortável) pode levar algum tempo. Assim, um tratamento apropriado acompanhado por um profissional experiente pode prevenir o ataque de pânico ou ao menos reduzir substancialmente sua freqüência e severidade, significando a recuperação e ressocialização do paciente (se for o caso). Recaídas podem ocorrer, mas geralmente são tratadas com eficácia da mesma forma que o primeiro episódio.
Em adição, pessoas com transtorno do pânico podem precisar de tratamento para outros problemas emocionais. A depressão geralmente está associada ao transtorno do pânico, assim como pode haver alcoolismo e uso de outras drogas. Pesquisas sugerem que tentativas de suicídio são mais freqüentes em indivíduos com transtorno do pânico, embora tais pesquisas ainda sejam bastante controversas.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
- Sindrome de mim mesma
- Transtorno do Pânico – Quando o alarme falha (Novos avanços sobre a origem de uma das doenças mais comuns do Século XXI)
- Anxiety Disorders Association of America
- Fórum britânico de indivíduos que têm o transtorno do pânico
- Depressão Ansiedade - Transtorno do Pânico
Suicidio
Como sofro desse mal tenho conhecimento na mente e na pele de se tornar
um escravo de si proprio, como ela aparece? Não se sabe. Especulações
hà varias, estresse pós traumatico é o mais cogitado, mas analizando a
mim mesmo me tornando meu proprio Psiquiatra mergulhando no fundo da minha mente
Que sem medicação torna-se confusa, não sem objetivos,mas questionando se valem a pena
atingi-los.
Percebi que a Depressão esta em cada um de nós alguns mais sensiveis a ela outros
suportam pois criou um universo onde simplesmente acredita deixar de ser parte
de um grande grupo descriminado,somos chamados de preguiçosos,covardes ou em tom
pejorativo frescos! Mas só quem vive com ela pode entender outro que do mesmo mal sofre
Iniciei de uma forma que para mim é anormal
Estava otimo um dia antes! quando acordei para trabalhar não consegui
fui tomado de um pavor o coração pulsava rapidamente ,o suor frio era constante
garganta seca eu tinha a certeza de que um ataque ou algo muito ruim iria acontecer
por mais de quinze dias fiquei dentro de casa trancado, janelas vedadas com cortinas e colchões
perdi o numero de dias sem dormir e sem me alimentar, meu peso normal é 92kg
meus familiares me encontraramcom 69kg aparencia de mendigo!
Desde então luto dia e noite contra essa doença que faz com que minha mente queira
me matar, iniciei hà 3 anos atras usando 1mg de clonazepan e 25 mg de sertralina.
Hoje são 200mg de sertralina,4 mg de Clonazepam, 5 comprimidos de imipramina e 3 de Acido
Valproico! muita coisa né! mas continua lutando sei que um dia ela partira assim como
veio num surto rapido, mas desta vez um surto de libertação Ronnie (DMR)
INSS nem tudo é justo e profissional.
http://www.inss.gov.br/

Aqui estou eu postando sobre um assunto que influi diretamente na vida
de todos nós brasileiros. o Instituto Nacional de Serviço Social. Orgão,
criado para auxiliar Brasileiros que ao inicio de sua vida profissional, ja
inicia seus descontos para que futuramente este orgão possa vir em nosso
auxilio. Mas nem sempre funciona assim infelizmente, burocracia funcionarios
desmotivados que nos deixam até por mais de 4 horas esperando um simples atendimento
referente a duvidas de aposentadoria ,acidente de trabalho ou auxilio doença.
Neste link acima temos um gama de serviços da qual é de competencia do INSS
Apesar de no site e nos comerciais haverem muitos sorrisos e alusões a facilidade
de resolverem nossos casos, ainda sofremos com o descaso.
Corrupção? não posso afirmar.
Mas com relação a Auxilio doença ha muitas irregularidades que entra
governo
sai governo e nunca nada muda. Peritos que ao menos se dão o trabalho de olhar em
nossa face digitam e mandam que retiremos o resultado la fora na agencia! Perito este
que nem se da ao trabalho de ler o laudo ou laudos analisar uma radiografia saber ao
menos para que serve um medicamento!
sou um Blogueiro que pena nas mãos deles! Não posso generalizar pois ah profissionais
sérios que analizam, que são profissionais da area a qual nós estamos em tratamento
porque como pode um Ortopedista periciar uma pessoa com CID 10 Psiquiatria?
e assim por diante. Tratam com grosseria como se nós estivessemos pedindo esmola!
Ate quando seremos tratados assim? Presidente(a) Dilma vssa fechou os olhos para o povo
que esta incapaz de voltar ao mercado de trabalho!
Fico indignado pois como um Perito recebe um paciente que faz uso de 4mg de Clonazepan
200mg
de sertralina, 400mg de Carbamazepina e 50mg de Sociam e ele
simplesmente olha a receita e indefere o pedido de afastamento deste
paciente! Agora pensem comigo esse paciente
que
ele mandou voltar a trabalhar é Motorista de Onibus urbano!
Na minha opinião
isso é
inadmissivel. Este é apenas um dos casos que presenciei, aposentadorias
sem revisão quando revisadas não são pagas, enquanto isso alguem esta
fazendo uso desse dinheiro
que não os pertence! Deixo aqui toda minha indignação ao ver um esboço de homem
tão franzino que era empurrado em uma cadeira de rodas pois certamente não suporta o proprio corpo,
o semblante da morte estampada na sua face, esse Homem que trabalhou que suou sua camisa
que pagou seus impostos esta la jogado em um canto do posto do INSS aguardando "acreditem"
pericia para se manter segurado! o que mais posso dizer!
Deixo aqui uma critica severa porem real de como nos Brasileiros, lutadores somos tratados
por um Orgão governamental que deveria auxiliar-nos nas horas dificeis! Pois para nós
Povão as horas dificeis são aquelas em que não podemos ir a luta e trabalhar!
Parabens a todos nós Brasileiros um dia tenho fé seremos tratados como deveriamos ser tratados



